Economia Verde e o Pagamento Por
Serviços Ambientais (PSA)
O termo grego Economia, cujo um dos seus significados
é o de “gestão da casa”, possui diversas
ramificações, mais que recentemente incluiu como mais um dos seus ramos a
Economia Verde ou Economia Ambiental. Trata se então da aplicação de valores econômicos
a bens ambientais, e em contra partida a inserção desses bens ambientais no
mercado econômico. Já o Pagamento Por
Serviços Ambientais (PSA), encontra se inserido dentro de uma economia verde, ele
é mais um instrumento, entre tantos, que pode vir como uma grande contribuição
em um sistema de gestão ambiental em uma determinada região.
A natureza presta serviços ambientais para o planeta
e para a humanidade insubstituíveis, diria que até “não avaliável”, tamanho a
necessidade humana desses para sua sobrevivência na Terra. Dentre os muitos
serviços ecossistêmicos prestados podemos encontrar: a fotossíntese, o
armazenamento e abastecimento de águas aos aquíferos, a regularização de
temperatura, a purificação do ar, ciclagem de nutrientes, entre outros. E são a
preservação e a manutenção desses serviços que o PSA tem como alvo principal. Mas
se á a natureza que presta esses serviços por que então pagar por eles?
Fonte: http://www.portalodm.com.br/pagamento-por-servicos-ambientais-psa-conheca-como-funciona--n--554.html
O meio ambiente clama por preservação e conservação,
nesse sentido o PSA vem trabalhando com o princípio do protetor-recebedor,
buscando e incentivando agentes que venham preservar o meio ambiente em que atuam.
É mais fácil investir na preservação de um recurso natural, do que fazer sua
recuperação depois que este sofre uma degradação ambiental. Além disso, o PSA
também cumpre um papel socioambiental, na medida em que contribui com moradores
de terras a serem preservadas, ou destinem parte da sua renda pra melhor adequação
e moradia da população de uma determinada região.
Mas o PSA ainda as em processo de adequação, por se
tratar de um mecanismo de pagamento através da valoração ambiental, é comum se
deparar com falhas de mercado, porque como citei anteriormente é valorar o “não
avaliável”, mas que de alguma forma foi tomado algumas providencias no sentido
de atentar para algo que se passava por despercebido. Devido ao grande desmatamento
de florestas e a degradação ambiental em que o planeta se encontra, o conceito
do poluidor-pagador veio primeiro, em seguida o de pagamento por serviços
ambientais. É claro que o planejamento, a gestão e a legislação ambiental,
precisam ser aperfeiçoadas nesse sentido, cuidados como o desvio de verbas e enriquecimento
de poucos devem ser tomados, o certo é que uma iniciativa foi tomada, e mais um
mecanismo vem sendo implantado, rumo a tão almejada sustentabilidade.
Por Alexandre Tiltscher
Engenheiro Ambiental

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