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sábado, 9 de março de 2013


Economia Verde e o Pagamento Por Serviços Ambientais (PSA)

    O termo grego Economia, cujo um dos seus significados é o de “gestão da casa”, possui diversas ramificações, mais que recentemente incluiu como mais um dos seus ramos a Economia Verde ou Economia Ambiental. Trata se então da aplicação de valores econômicos a bens ambientais, e em contra partida a inserção desses bens ambientais no mercado econômico.  Já o Pagamento Por Serviços Ambientais (PSA), encontra se inserido dentro de uma economia verde, ele é mais um instrumento, entre tantos, que pode vir como uma grande contribuição em um sistema de gestão ambiental em uma determinada região.
    A natureza presta serviços ambientais para o planeta e para a humanidade insubstituíveis, diria que até “não avaliável”, tamanho a necessidade humana desses para sua sobrevivência na Terra. Dentre os muitos serviços ecossistêmicos prestados podemos encontrar: a fotossíntese, o armazenamento e abastecimento de águas aos aquíferos, a regularização de temperatura, a purificação do ar, ciclagem de nutrientes, entre outros. E são a preservação e a manutenção desses serviços que o PSA tem como alvo principal. Mas se á a natureza que presta esses serviços por que então pagar por eles?



    O meio ambiente clama por preservação e conservação, nesse sentido o PSA vem trabalhando com o princípio do protetor-recebedor, buscando e incentivando agentes que venham preservar o meio ambiente em que atuam. É mais fácil investir na preservação de um recurso natural, do que fazer sua recuperação depois que este sofre uma degradação ambiental. Além disso, o PSA também cumpre um papel socioambiental, na medida em que contribui com moradores de terras a serem preservadas, ou destinem parte da sua renda pra melhor adequação e moradia da população de uma determinada região.
    Mas o PSA ainda as em processo de adequação, por se tratar de um mecanismo de pagamento através da valoração ambiental, é comum se deparar com falhas de mercado, porque como citei anteriormente é valorar o “não avaliável”, mas que de alguma forma foi tomado algumas providencias no sentido de atentar para algo que se passava por despercebido. Devido ao grande desmatamento de florestas e a degradação ambiental em que o planeta se encontra, o conceito do poluidor-pagador veio primeiro, em seguida o de pagamento por serviços ambientais. É claro que o planejamento, a gestão e a legislação ambiental, precisam ser aperfeiçoadas nesse sentido, cuidados como o desvio de verbas e enriquecimento de poucos devem ser tomados, o certo é que uma iniciativa foi tomada, e mais um mecanismo vem sendo implantado, rumo a tão almejada sustentabilidade.

Por Alexandre Tiltscher
Engenheiro Ambiental


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